segunda-feira, setembro 10, 2007

Mau de mais para ser verdade.

No passado sábado, dia 8, fui jantar a um restaurante de Ponta Delgada. Apesar de em muito boa companhia, em má hora fui lá.



No decorrer do jantar uma rapariga da mesa atrás da nossa teve um ataque de medo por causa de uma barata "Periplaneta Americana" (na foto) que graciosamente, qual bailarina russa, se passeava entre as mesas. Prontamente veio um empregado e com um sapato matou a dita cuja. Pasmem-se... nem uma palavra dos responsáveis do restaurante.



Alguns minutos depois foi a vez da minha irmã entrar em pânico, pois tinha uma barata em cima do pé. Gerou-se alguma confusão, e é então que surge um senhor chamado Mário Roberto que, com a maior falta de delicadeza diz isto "O QUE É QUE SE PASSA?" ao que o meu cunhado responde :"O QUE É QUE SE PASSA??!!??!! É UMA BARATA EM CIMA DO PÉ DA MINHA MULHER" e de novo o sr. Mário Roberto num rasgo de extrema lucidez "É NORMAL".

Pronto é escusado dizer que teve quase havendo molho. Houve exaltação de parte a parte, mas conclui-se que o sr. Mário Roberto não é adepto da velha máxima "o cliente em sempre razão", mesmo que o cliente esteja repleto dela até aos ossos!

Em vez de um normalíssimo "peço imensa desculpa", desatou a puxar dos galões e a dizer que faziam as desbaratizações obrigatórias... pois eu acho é que os técnicos da desbaratização fizeram-lhe também uma lobotomia, tal a quantidade de disparates que aquele senhor disse, assim como uma gritante falta de educação.



Dali a pouco mais uma barata na sala e mais uma cliente a fugir em pânico desta terceira barata. Foi aqui que a nossa mesa em coro e à gargalhada referiu a esta terceira vítima, que o movimento insectívora daquela noite era "NORMAL" :) Fantástico. Felizmente que quem ri por último ri melhor!



O sr. Mário Roberto adoptou uma postura ofensiva relativamente aos seus clientes, nem está em causa a existência (condenável) de três baratas numa sala de um restaurante. Mas sim a postura arrogante deste senhor a quem aconselho dedicar-se a actividades em que o contacto com outros seres humanos seja o mais reduzido possível.

E foi pena ter estragado todo o trabalho de cativação que a outra responsável (se não me engano a d. Catarina Ferreira) tinha tido, mas pronto há pessoas que têm azar com quem trabalham.




Já agora, eu até sei que o sr. Mário Roberto no fundo queria dizer com o "é normal", mas a sua postura, arrogancia, falta de educação e prepotência estragaram uma noite que fora isto foi excelente, e infelizmente nenhum de nós voltará ao estabelecimento e quase de certeza também ninguém do nosso círculo de amigos.

E ao que parece esse senhor também vai explorar o espaço do jardim António Borges, tou mesmo a ver, ainda vai um rato passear-se por cima das mesas e ele vai dizer: "É NOR..."

10 comentários:

Hélder Medeiros disse...

Caro amigo, caso não saibas, uma barata tem tanto direito à vida como outro animal qualquer. É um ser vivo como um cão, por exemplo, com família, uma mamã barata, um papá barata, quiçá um enteado barata...
Por isso tens de respeitar esta forma de vida e deixá-la livre e feliz, a passear onde bem lhe apetecer... inclusive num restaurante! Uma barata também tem de comer, não achas?
Além disso, é como dizes, o último a rir, ri-se melhor. Quando houver um holocausto nuclear e ficarem só as baratas, lá estarão elas no chão do restaurante a rir de ti, hê, hê...

Anônimo disse...

Já agora uma, não duas, ou melhor três perguntinhas sobre o episódio:
1ª Não seriam as ditas baratinhas, depois da respectiva formação, quiçá no Hotel de S. Pedro, funcionárias do estabelecimento?
2ª A segunda não interessa. Próxima.
3ª Alguém se deu ao trabalho, por acaso, de reparar se as ditas não estariam, pergunto eu, de vassourinha na mão a proceder à limpeza do estabelecimento?

Leonor disse...

O espaço Rotas da Ilha Verde prima por bem receber todos os que lá entram, e até para os que apenas passam na rua é frequente o generoso sorriso e a transmissão da habitual boa disposição dos proprietários e de todos os que lá trabalham. A porta e as janelas estão abertas e, ao que parece, também as baratinhas gostam de lá entrar. Algumas sentem mesmo uma tão forte tentação que, apesar dos avisos e ameaças próprios dos produtos de desbaratização, tentam a sorte à procura do simpático e descontraido convívio da casa. Até estas, que entram pela rua onde, como todos sabemos, abundam, são tratadas com respeito pelo Sr. Mário Roberto, que normalmente prefere reencaminhá-las para um lugar seguro do que colocar-lhes o pé em cima. Nós, os que sempre lá voltamos, apreciamos a delicadeza.

Mário disse...

Esta tarde um amigo deu-me uma agradável notícia : o meu humilde nome havia sido mencionado num blog açórico. Fiquei logo comovido com tamanha distinção. Que teria feito eu para merecer a honra? Logo a seguir o meu amigo desenganou-me. O post em questão não me agraciava, tentava desgraciavar-me( bonita palavra, não?). Corri para o computador e pude ler um post do mais engraçado que já vi em dias da minha vida blogosférica.Devo apenas relembrar que quem se começou a alterar foi o marido da senhora, cujo pé pareceu bastante confortável à baratinha. Claro que a violência chama a violência e eu não sou propriamente um menino de coro. Não pedi desculpa e mantenho a minha opinião. Para mim o cliente só tem razão quando efectivamente tem razão. E sou o primeiro a dar o braço a torcer. Reconheço que os bichinhos em questão não gozam da popularidade dum gatinho ou dum caozinho mas são situações inevitáveis que têm de ser resolvidas da melhor forma possível. Ou seja, sem histerias.

Pedro Rocha disse...

D. Leonor, eu nunca disse que não há sorrisos nem boa disposição no restaurante, mas educação não há garantidamente. É que além de nós duas outras senhoras levantaram-se aos gritos por causa de duas outras baratas. Agora se você tem padrões de higiéne a roçar o ridículo isso é um problema seu e daqueles que leva lá a comer.
E não esteja com conversas ridículas a tentar desculpar uma situação gritante e ímpar, acho que nem na taberna do Arnaldo há tantas baratas como ali.
Factos são factos, pocilga é o melhor nome para aquilo...

Pedro Rocha disse...

Não senhor, senhor Mário roberto, quem se começou a exaltar foi você quando chegou à nossa mesa e qual professora do 1º ciclo a ralhar com os alunos diz em tom autoritário : "O que é que se passa??!!"
Não troque as coisas e mantenha-se fiel à história se faz favor!

Mário disse...

A forma como eu disse "o que é que se passa aqui "e como é meu costume, foi de bonomia. Isso da professora do primeiro ciclo deve pertencer às suas memórias de infancia. Não tem nada a ver com este espaço. Provavelmente foi mal interpretada a minha introdução e o que tentei explicar a seguir. Aliás também foi mal interpretado o meu comment. Eu nunca disse que ter baratas num restaurante é normal. O que eu tentei explicar na altura do sucedido é que era normal haver baratas em S. Miguel, em todo o lado e que era extremamente difícil combatê-las. Acham que eu gosto de ter baratas em casa? às vezes aparecem. E este restaurante também ºé a minha casa, o meu ganha pão. Acham que uma pessoa que tenta por todos os meios receber bem os clientes, quer que eles se sintam mal? Aqui os clientes são muito bem tratados, com simpatia. Não simpatia reverente e bajuladora, mas simpatia verdadeira e pura, porque nós gostamos do que fazemos. O seu cunhado foi agressivo comigo porque me deve ter entendido mal e eu que tenho o meu orgulho fui agressivo com ele. Às tantas já não estava em causa a questão das baratas mas a de dois homens em conflito e a mim não me interessa entrar em conflito com ninguém. E retirei-me. Dei o meu braço a torcer. Eu também não gostaria de encontrar baratas num restaurante mas há coisas inevitáveis. Temos de tratar delas de cabeça fria. Sem histerias. E isso de parte a parte. Da minha parte e da vossa parte. Eu não queria ser tão explícito. Gostava de me fazer entender em poucas palavras mas não consigo.
Continuo a achar que fui mal interpretado.

Hélder Medeiros disse...

Iss tá bnit pa esses lados...

Leonor disse...

Apercebo-me que o Sr. Pedro Rocha tem alguma dificuldade em ouvir opiniões contrárias à sua, o que explica muita coisa. Baixar o nível da conversa denuncia um esgotamento argumentativo próprio de reacções desproporcionadas. Tenha calma, não perca a sua fraca razão.

Pedro Rocha disse...

D. Leonor, eu tenho, de facto, dificuladade em ouvir opiniões diferente das minhas, sobretudo se essas opiniões forem barbaridades.
Quanto a referir que eu desci de nível de discussão, discordo consigo, pois nenhuma das palavras que utlizei, pelo menos segundo o dicionário da língua portuguesa da Porto Editora, estão minímamente conotadas com calão ou algo semelhante.
Mais ainda, normalmente quem refere que o outro lado da discussão está a descer de nível é só porque nem sabe bem do que é que está a falar e tenta uma fuga para frente à procura de argumentos caídos do céu... enfim às vezes mais vale estar...